- Me deixa ir! - e cada vez que repetia tais palavras, apertava mais forte a mão dele. - Eu preciso. Eu sei o que faço! - e mais força ela depositava no abraço, já deveras frouxo por parte do rapaz atônito.
Um lapso de vontade de soltá-lo passava por sua cabeça quando este diminuía sua força, já que tal atitude desestruturava suas ideias: não se conformava com possível indiferença por parte dele. Porém, sua única reação consciente era pressionar os dois corpos sem chance alguma de libertação - sabia que, no fundo, a culpada pela tempestade era ela. Montava o cenário daquela forma e depois lamentava a inércia do moço quando, no fim, tudo devia-se a ela.
Não entendia porque agia assim. Olhava-no e enxergava sua visível dúvida e incompreensão. Continuava pedindo para ser deixada. Sua maior certeza, entretanto, bombardeava em sua mente: "Não me solta. Nunca. Só te peço: fica. Custe o que custar, fica..."
"i'll let go
but there's just no one that gets me like you do
you are my only, my only one"
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